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Reconstruir para Crescer: o que aprendi redesenhando o serviço da Sourcify

Crescimento & Estrutura · 25 Ago 2025 · 7 min

Por Carol Loiacono

Nas últimas semanas, confesso que estive um pouco consumida. À primeira vista, pode parecer apenas mais uma entrega importante, mais uma fase de transição. Mas na verdade, foi mais do que isso. Foi um processo profundo de reconstrução. Não apenas do serviço da Sourcify, mas da forma como nos enxergamos como empresa, como equipe e como proposta de valor para o mercado.

Revisitar a proposta da Sourcify foi quase como revisitar minha própria trajetória. Meu lugar de maior potência sempre esteve no desenvolvimento de novos negócios. Meu olhar se afina quando estou diante do desafio de estruturar algo do zero. De entender o mercado, observar padrões, identificar brechas e redesenhar soluções mais eficientes, mais humanas, mais conectadas com as necessidades reais das pessoas.

A Sourcify nasceu com uma proposta clara: conectar indústrias brasileiras a fornecedores internacionais qualificados, com menos risco, mais economia e mais agilidade. Começamos com um modelo de serviço tradicional, onde cada cliente era atendido de forma consultiva, quase artesanal.

Só que o tempo passou. E como em toda jornada empreendedora, quanto mais nos aprofundamos no mercado, mais aprendemos. E quanto mais aprendemos, mais percebemos onde estão as verdadeiras dores.

Percebi que, no universo do sourcing internacional, havia uma lacuna enorme entre o desejo de importar e a capacidade real de planejar, executar e sustentar esse processo. Foi aí que decidi recomeçar.

Nos últimos três meses, mergulhamos num processo intenso de escuta e revisão. Revisitamos todos os pontos de contato com o cliente, desde a primeira abordagem até a entrega final. Ouvimos, observamos, testamos. A partir desses aprendizados, desenhamos uma nova jornada de compra, mais fluida, mais digital e mais intuitiva.

E aqui, entra um ponto importante: não foi sobre digitalizar por digitalizar. O digital, para mim, nunca é um fim. É sempre um meio.

Em vez de criar tudo manualmente, usamos IA para prototipar, testar abordagens, refinar mensagens e até simular interações. O tempo de construção foi menor, mas o valor entregue foi maior. A IA nos deu velocidade. Mas foi a escuta dos clientes que nos deu direção.

Rever nossa estrutura, refazer nosso funil e reconstruir nossa experiência de cliente me mostrou que nem sempre mudar é sinal de erro. Às vezes, mudar é apenas sinal de maturidade.

Nosso papel como fundadoras, líderes ou profissionais inquietos é justamente esse: perceber quando algo precisa ser refeito, e ter coragem para refazer.

Nem sempre teremos certeza. Muitas vezes, faremos mudanças sem garantia de retorno imediato. Mas se estivermos alinhados com nossos princípios e atentos ao nosso mercado, sempre estaremos aprendendo. E isso, no fim, é o que mais importa.

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